Saiba o que considerar na hora de escolher entre capital próprio e capital de terceiros para promover a expansão da sua empresa.

Equilibrar as finanças da empresa geralmente é um desafio para o empreendedor, especialmente se há a pretensão de expandir o negócio. Nessa situação, é comum que surja a dúvida sobre como iniciar e manter esse crescimento constante, principalmente quando estão envolvidas necessidades econômicas. Afinal, é preciso investir para um aumento das operações, o que causa a seguinte dúvida: usar capital próprio ou de terceiros?

Para ajudar a responder essa pergunta, separamos a seguir as principais características dessas duas estruturas de capital e para que situações elas são mais recomendadas. Confira!

O que é e como funciona o capital próprio?

O capital próprio nada mais é do que os recursos provenientes dos sócios, acionistas ou investidores da empresa, bem como de sua atividade econômica por meio dos lucros. Quando uma empresa usa o capital próprio, ela, basicamente, está se valendo do dinheiro relacionado ao patrimônio líquido (PL), que não é necessário ser devolvido.

Grande parte das organizações começa com capital próprio para bancar suas operações e até expansão. Nessa modalidade, considera-se o fluxo de caixa como residual, quando acionistas/sócios detém o controle integral ou parcial da administração do negócio. Esse instrumento é representado pelo pagamento de dividendos, o que pode ocorre indeterminadamente.

O que é e como funciona o capital de terceiros?

O capital de terceiros é vinculado ao passivo exigível (obrigações da organização junto a terceiros) e ao passivo real. Também representa os investimentos realizados através de recursos de agentes externos. Com exemplos, temos debêntures, empréstimos e financiamentos de curto, médio ou longo prazo.

Nessa modalidade, o fluxo de caixa é contratual, sendo representado pela obrigatoriedade do pagamento do principal e da quitação de encargos contratuais, não sendo uma função do desempenho operacional da companhia. Ele tem maior prioridade legal do que o residual e há um prazo de maturidade, ou seja, a data em que o pagamento dos valores obtidos deve estar realizado.

Vale destacar que os gastos financeiros provenientes de capital de terceiros são dedutíveis do IR (Imposto de Renda), o que não ocorre no pagamento de dividendos. No fluxo de caixa contratual, muitas vezes, os acionistas têm papel passivo, às vezes só com poder de veto a decisões financeiras da gestão da empresa.

O que considerar para fazer essa escolha?

A primeira coisa a considerar para escolha entre as duas modalidades apresentadas é o Custo de Capital da empresa. Isso corresponde ao retorno mínimo exigido por acionistas/sócios ou credores, que são os financiadores de recursos, o que é importante para definir a viabilidade de investimento na empresa. Além disso, é preciso avaliar aspectos como:

  • aceitação para o risco;
  • facilidades de relacionamento com sócios, especialmente para quem for empregar capital próprio;
  • necessidade de transparência e disposição para compartilhar informações estratégicas, críticas e secretas com outras pessoas. Isso pode ser necessário na hora de contratar empréstimos com instituições bancárias;
  • versatilidade para trabalhar conforme orientações externas, que não se encontravam no planejamento. Pode ser preciso caso se obtenha dinheiro com investidores/sócios, os quais podem querer interferir nos rumos da empresa.

Antes de decidir, também é necessário demarcar corretamente a área de atuação da companhia no mercado e todas as características do negócio para descobrir se o segmento é de alto risco ou não. É preciso observar:

  • se há demanda elevada e que traga bom retornos para o negócio, facilitando o pagamento do capital utilizado;
  • se a demanda é pulverizada ou concentrada;
  • se há um mercado consolidado para os produtos/serviços;
  • se o público compra de forma volátil;
  • se há sazonalidade no segmento;
  • se a manutenção da estrutura da empresa é dispendiosa;
  • se é preciso muito investimento em tecnologia;
  • se o setor se atualiza constantemente, gerando obsolência de mercadorias;
  • se é preciso se atualizar tecnologicamente de modo constante.

Para quais situações cada tipo é indicado?

Realizar investimentos com capital próprio é indicado para quem deseja ter controle completo das operações do negócio, podendo decidir sobre o que fazer, quem contratar, como gastar os recursos etc. Contudo, há a desvantagem de crescer mais lentamente, pois a expansão fica limitada ao que o capital entrante permite, exceto se os lucros forem muito altos e haver muito giro de mercadorias.

Existem alguns riscos também, como o de complacência, ou seja, de se acostumar a um determinado mercado ou modo de operação, mesmo que pouco eficiente. Também pode não perceber ameaças de concorrentes, mudanças no comportamento do consumidor ou surgimento de novos produtos ou modelos de negócios que deteriorem os lucros.

Em relação a acionistas, pode haver divergências no modo de administrar a empresa, até mesmo com perda de autonomia do administrador perante investidores. Ao longo do tempo, os lucros pagos podem superar o valor que seria direcionado para a quitação de empréstimos.

O capital de terceiros, por sua vez, é indicado para quando a empresa deseja aproveitar alguma oportunidade e obter crescimento rápido, o que não pode ser sustentado pelo caixa atual. Contudo, é preciso ter em mente que será necessário separar um bom valor para o pagamento periódico de parcelas e juros do recurso obtido, sob risco de se tornar inadimplente. Isso significa que o faturamento deverá ser bem maior do que antes.

Por que optar pelo capital de terceiros?

Como visto, recursos de terceiros possibilitam a expansão das atividades em tempo acelerado, indo além do que os saldos próprios permitiriam. Caso tudo ocorra conforme o previsto, os lucros resultantes poderão ser consideravelmente maiores do que se conseguiria sem esse recurso externo.

Além disso, há certa previsibilidade, pois você obtém total conhecimento do valor a ser pago, bem como de que forma isso deve ser feito. Isso permite um orçamento mais preciso e maior estabilidade em relação a quais obrigações pagar, o que otimiza o controle financeiro.

Vale destacar que há maior autonomia para o empreendedor, já que instituições financeiras dificilmente interferem no comando e na operação da empresa. Ao contrário de recursos obtidos com sócios e acionistas, que podem querer participar e até determinar os rumos da companhia, o capital de terceiros concede maior liberdade para o empresário administrar seus negócios.

Contudo, é preciso ficar atento aos encargos e juros pagos, especialmente em mercados mais dinâmicos. Muitas instituições bancárias cobram caro pelo capital disponibilizado, de modo que é preciso analisar alternativas mais em conta.

Uma delas é o empréstimo coletivo, o qual é fornecido por meio de uma plataforma digital, como a Biva. Ele faz parte da economia colaborativa, pois aqueles que buscam capital (tomadores de crédito) conseguem empréstimos com aqueles que têm recursos (investidores). Tudo isso ocorre de forma rápida, com pouca burocracia e juros consideravelmente menores do que as alternativas mais tradicionais de crédito no mercado.

Saber escolher entre o capital próprio e o capital de terceiros é importante para garantir um crescimento organizacional sustentável e contínuo, além de evitar desafios e dificuldades na gestão da empresa.

Quer saber mais sobre empréstimo coletivo e como ele pode se tornar um importante capital para o seu negócio? Entre em contato com nossa equipe para que possamos ajudá-lo!

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