Quanto mais informação analítica houver sobre operações corporativas, melhor será a tomada de decisões.

Quanto mais informação analítica houver sobre operações corporativas, melhor será a tomada de decisões.

Descubra o que são DFC e DRE e entenda agora quais são suas principais diferenças.

É essencial ter à disposição relatórios e demonstrativos contábeis que tracem um panorama econômico do negócio.

Com base neles, gestores poderão estabelecer os rumos da empresa com maiores chances de acerto. Nesse sentido, DFC e DRE são duas demonstrações que merecem destaque. Elas são capazes de entregar dados pontuais e concretos sobre os resultados de uma organização durante um determinado período — geralmente um ano.

É possível saber mais detalhes sobre o volume de vendas, o lucro ou prejuízo obtido, as saídas e as entradas de recursos, entre outros itens. Contudo, elas possuem características próprias e diferenças significativas.

Quer saber mais sobre o tema? Confira!

O que significam as siglas DFC e DRE?

Demonstração de Resultados (DRE)

A Demonstração de Resultados (DRE) é uma ferramenta contábil dinâmica na qual se reproduz a síntese econômica dos resultados não operacionais e operacionais de um empreendimento. Normalmente, o intervalo de tempo ao qual ela se refere é de um ano (de janeiro a dezembro) — ou seja, um ano de exercício financeiro da empresa.

Ela é constituída com base no confronto entre indicadores de despesas, investimentos, receitas, entre outros fatores apurados conforme o princípio contábil do regime de competência. Esses indicadores são devidamente estruturados para evidenciar o resultado líquido do negócio.

Em termos legais, a organização só precisa fazer a DRE anualmente, embora algumas empresas façam versões mensais ou trimestrais. Isso pode ter como propósito melhorar a decisão estratégica, monitorar gastos fiscais e otimizar a questão administrativa, por exemplo.

Demonstração de Fluxo de Caixa (DFC)

Demonstração de Fluxo de Caixa (DFC) consiste em um documento financeiro que tem por base informações da própria DRE e do Balanço Patrimonial. Ele exemplifica saídas e entradas de dinheiro do caixa — constituído do saldo em caixa e dos saldos em contas bancárias.

Ela também envolve operações de equivalentes de caixa, como investimentos de baixo risco e liquidez imediata. É preciso destacar que sua confecção é obrigatória para pequenas e médias organizações de acordo com o item 3.17 (e) da NBC TG 1000 (Normas Brasileiras de Contabilidade).

Como esses demonstrativos influenciam a rotina de uma empresa?

Esses demonstrativos geralmente são feitos para atender à legislação e também são ansiosamente aguardados por investidores e gestores. Afinal, eles retratam a situação econômica do negócio, mostrando se ele está no azul ou no vermelho.

Os documentos também trazem indícios de possíveis recuperações, caso apresente prejuízo. Além disso, eles servem como base para que gestores tomem suas decisões operacionais e financeiras, orientando os rumos do negócio.

Quais são as suas principais diferenças?

A DRE traz informações relacionadas aos resultados organizacionais, mostrando o lucro ou o prejuízo da empresa dentro de um período. Já a DFC explicita o reflexo desse resultado no caixa da companhia, mostrando as operações de entradas e saídas ocorridas. Dessa forma, ambos se complementam.

Um caso interessante é que a DRE pode indicar prejuízo econômico decorrido de itens que não entram no caixa — como, por exemplo, a depreciação de bens. Isso pode servir para abater o lucro antes da quitação de tributos, mas não afeta o caixa.

Como elaborar os dois documentos?

DRE

As legislações que especificam e obrigam a apresentação da DRE abrem pouca ou nenhuma liberdade de customização para esse relatório contábil. Basicamente, elas apontam diversos tópicos que devem ser postos e discriminados no demonstrativo em uma ordem determinada. Elas exigem que a empresa indique no documento:

  • receitas e rendimentos obtidos no período de apuração, independentemente da sua realização em moeda;
  • custos e despesas;
  • perdas e encargos;
  • pagos ou incorridos;
  • tributos;
  • despesa com depreciação;
  • despesa com amortização;
  • investimentos, etc.

A sequência de cálculo começa com o quadro da receita bruta de vendas — ou faturamento bruto —, do qual se deduzem abatimentos e descontos, devoluções de vendas e impostos.

Veja melhor um esquema de como a DRE pode ser estruturada:

  1. Receita bruta (de vendas)– deduções de impostos = receita líquida;– custo do produto/serviço vendido ou custo variável = lucro bruto ou margem bruta;

    – despesas com vendas – despesas administrativas – gastos com pessoal – despesas financeiras = lucro ou prejuízo operacional;

    – despesas extra operacionais – depreciação, exaustão e amortização = resultado antes de IRPJ e CSLL;

    – provisões IRPJ e CSLL = lucro ou prejuízo líquido do exercício.

Vale destacar que esse esquema é apenas um resumo e que a DRE pode ser mais complexa dependendo das necessidades e das características do negócio.

DFC

fluxo de caixa no DFC é dividido em três atividades: operacionais, de investimento e de financiamento. A primeira diz respeito às receitas e aos gastos de atividades vinculadas à produção e entrega de bens/serviços do empreendimento. Geralmente, essas transações constam na DRE.

A segunda está relacionada à elevação e à redução dos ativos não circulantes (Balanço Patrimonial) que a organização usa para produzir serviços e produtos. Entre eles, temos a aquisição ou a comercialização de equipamentos, imóveis ou outros bens da empresa. A compra/venda de participações em outras companhias também entra nessa categoria.

As atividades de financiamento correspondem a empréstimos e financiamentos de investidores, sócios e credores feitos à companhia no curto prazo. Isso pode ser conseguido por meio de emissão de debêntures, venda de ações, etc. As saídas se relacionam com o pagamento de dividendos a acionistas, quitação de empréstimos, entre outros.

O DFC pode ser apresentado de duas formas: direto e indireto. O direto evidencia os grupos de saídas e entradas de valores brutos das atividades operacionais.

Ele as divide conforme sua natureza contábil — como pagamento a fornecedores ou recebimentos de clientes, por exemplo. Nessa metodologia, inicia-se a partir da demonstração dos pagamentos/investimentos e recebimentos que circularam pelo caixa e seus equivalentes.

O indireto, por sua vez, parte do lucro líquido para exemplificar a variação ocorrida no caixa. Devido a isso, é preciso realizar correções de fatores que fazem parte do lucro líquido na DRE, mas que não têm efeito no caixa da organização.

Basicamente, o modelo indireto de DFC se baseia nos prejuízos ou lucros do exercício (DRE), necessitando de ajustes por itens econômicos, como amortização e depreciação. Ele também deve ser modificado e corrigido com base em variações nas contas patrimoniais.

Qual é a importância de ambos para um negócio?

Um DRE elaborado corretamente permite uma visão total da situação econômica da empresa. É possível levantar dados essenciais, como o montante dos gastos organizacionais, o faturamento total, a composição de custos operacionais e outros.

Também é possível verificar os níveis de endividamento do negócio e até extrair conteúdos que ajudem em uma boa governança corporativa. Outro ponto interessante é que os gestores podem avaliar se as práticas e os processos adotados no ano de levantamento são eficazes.

Caso a empresa tenha dado prejuízo, os gestores poderão fazer um planejamento melhor visando reorganizar operações e rotinas para o aumento da performance corporativa. Além disso, a DFC e a DRE são muito importantes para que o negócio permaneça regularizado legalmente.

Depois de ver as principais diferenças entre DFC E DRE, que tal aprender mais profundamente sobre o que é a Demonstração de Resultados e como ela pode ser útil para o seu negócio?