Mesmo os empreendedores mais organizados passam por contratempos com seus negócios.

Confira 9 dicas que auxiliam a perceber os sinais de que a sua empresa possa estar enfrentando problemas financeiros.

Em momentos de crise financeira como o que o nosso país atravessa atualmente, é mais comum ainda vivenciar algum tipo de dificuldade financeira empresarial.

Preservar a saúde financeira do estabelecimento é essencial para manter a integridade e a sustentabilidade dos negócios — além de contribuir para manter as finanças da sua pessoa física em dia, o crescimento da sua empresa e conservar os empregos que gera.

Por isso, confira 9 dicas que auxiliam a perceber os sinais de que a sua empresa esteja enfrentando problemas financeiros e saiba como se antecipar a eles e superá-los!

1. Atente-se ao planejamento financeiro

Parece clichê, mas não é. Com ou sem crise, empresas de qualquer segmento e porte devem elaborar seu planejamento estratégico e financeiro anualmente. Em tempos de crise, desenhar um plano de negócios estruturado se faz ainda mais necessário.

E mais: não adianta elaborar um planejamento e não colocá-lo em prática. É importante segui-lo à risca. Analise o que ele aponta, se a sua empresa precisa enxugar o quadro de funcionários ou investir mais naquilo que faz (e vende) melhor. Direcione a sua atenção e a sua energia para o que gera mais lucro para a empresa.

Não se vitimize ou se contamine com o clima de ‘tempos difíceis’. Como toda crise, essa é passageira e afeta mais alguns negócios do que outros. Como dizem por aí: “alguns choram e outros vendem lenços”. De que lado você planeja estar?

2. Analise o quanto a crise afeta o seu negócio

É muito comum, em épocas de recessão financeira, os empresários se desesperarem antes mesmo de medirem quais são os reais efeitos da crise para o seu negócio. Por mais que o país esteja passando por um momento difícil, é essencial analisar o quanto e onde a empresa está sendo ou poderá ser afetada pela crise.

Alguns sinais são: fornecedores cancelarem contratos, perda de clientes antigos, subida drástica nos preços das suas principais matérias-primas etc.

Dirija o seu foco para as soluções e não para os problemas. Busque:

  • Renegociar os contratos com os clientes;
  • Adiar promoções de funcionários, novas contratações e demissões (ações que oneram bastante o caixa da empresa);
  • Optar por empréstimos seguros com juros baixos, entre outras medidas de segurança.

Comunique de forma clara e direta qual é o cenário real para os seus empregados e peça que eles direcionem suas atenções e energias para o que a empresa planeja focar. Motive-os a serem mais objetivos, rápidos e a ajudarem naquilo que a companhia faz de melhor. Manter a produtividade e o engajamento em alta é primordial!

Lembre-se de reforçar mensagens e posturas positivas na sua equipe e tente tranquilizar a todos os colaboradores. O líder precisa ter isso como objetivo se quiser manter o bem-estar dentro da empresa. Para tanto, é importante deixar claro que crises passam e que o melhor no momento é procurar se aperfeiçoar. Também é preciso comunicar que é importante se preparar para quando houver a retomada do crescimento da empresa.

3. Defina a prioridade dos seus gastos

É importante definir prioridades. Talvez seja preciso investir em inovação (dos seus produtos, serviços ou processos) e capacitação dos seus funcionários para se diferenciar no mercado e lucrar na crise.

Às vezes você não precisa inovar em um produto, apenas em um modelo de negócio. É uma estratégia fundamental sempre, mas mais ainda para atravessar períodos de turbulência.

Outra atitude essencial é cortar os custos desnecessários, reduzir o estoque, diminuir a estrutura — tanto no porte físico do empreendimento quanto no tamanho do quadro de funcionários — e alongar o prazo das dívidas. Ou seja, redesenhar como organizar sua empresa em um curto prazo.

Examine com cautela cada compra que pode causar uma nova dívida. Pergunte a si mesmo se a despesa vai gerar um fluxo de caixa que se pague e quanto tempo isso vai levar. Se o novo item não se pagar em um tempo razoável, adie a compra.

E o mais importante de tudo: trabalhe tendo um orçamento como guia. Estipule um budget máximo para o seu negócio e para as suas finanças pessoais. Não misture sua pessoa jurídica com sua pessoa física. Elabore um planejamento financeiro para cada um e controle os gastos de ambos.

4. Opte por um empréstimo seguro

É possível analisar o seu negócio e encontrar o crédito perfeito para a sua companhia voltar a crescer no azul: o empréstimo on-line para empresas. Sem burocracia, sem os juros altos dos empréstimos bancários e com muita agilidade.

É uma opção de mercado que não afoga a sua empresa em dívidas ou exige mil e uma garantias.

Com a aprovação do seu sócio (se você tiver um), você consegue acessar o dinheiro para aumentar seu capital de giro, comprar equipamentos novos ou refinanciar dívidas. A análise do crédito é feita a partir da documentação da sua empresa e consultando fontes públicas e privadas.

Tudo muito rápido, prático e seguro!

5. Implante a cultura organizacional da economia

Aproveite a oportunidade e implante a cultura da economia em toda a empresa:

  • Estimule as leituras digitais e a redução de impressões;
  • Promova campanhas de comunicação digital (troque os comunicados impressos pelos eletrônicos);
  • Incentive o uso de rascunhos;
  • Estimule todos a terem uma caneca ou uma garrafa para o consumo de bebidas no escritório;
  • Diminua ou corte as viagens corporativas e as reuniões externas (prefira as videoconferências);
  • Exija no mínimo 3 orçamentos de fornecedores e escolha o que apresentar melhor custo-benefício — que nem sempre é o orçamento mais barato;
  • Promova ações para economia de energia (apagar as luzes ao sair, desligar os monitores para almoçar e desligar os computadores ao ir embora) e de água.

Essas ações são importantes não só em tempos de recessão, mas também no dia a dia. Aproveite para incluir o conceito de economia na sua empresa é uma ótima ideia.

6. Invista em preparação emocional dos empreendedores e de equipes

A inteligência emocional é um atributo que precisa ser desenvolvido não só pelo gestor, mas também por todos os liderados. Ela é importante porque prepara o psicológico de cada colaborador para lidar melhor com os efeitos e possíveis riscos de uma dificuldade financeira empresarial.

Do ponto de vista emocional, existem muitos desafios a serem superados no ambiente corporativo nacional. Isso porque o investimento em um tipo de preparação focado no aspecto psicológico não é algo comum na maioria das empresas brasileiras.

Ela é importante especialmente quando vem atrelada ao desenvolvimento de resiliência, que tem relação com a capacidade de recuperação a mudanças drásticas ou momentos complicados. Durante uma crise, após cada desafio, é necessário recobrar as forças e a vontade de trabalhar mesmo que as condições ainda não sejam favoráveis.

Com inteligência emocional fica mais fácil resistir a sentimentos negativos que podem “sugar” a motivação e a autoestima de líderes e liderados. Um deles é a melancolia, que é capaz de abater mental e fisicamente os trabalhadores, especialmente líderes. Ela provoca tristeza, desencanto com o trabalho e é capaz de desanimar profundamente.

A melancolia pode surgir durante uma crise, gerando todos esses sintomas que desestabilizam as equipes e derrubam a produtividade. Portanto, é fundamental que o gestor fortaleça o emocional para superá-la, além de ajudar sua equipe nesse propósito. É preciso motivar os colaboradores e orientá-los em direção ao alcance das metas internas, de modo que, ao estarem ocupados, eles “esqueçam” as dificuldades atuais do negócio.

A inteligência emocional também fortalece o gestor na hora de tomar decisões difíceis, como corte de investimentos e demissões de pessoal. Em momentos assim, é preciso de empatia e compaixão para se ver na situação do outro. Isso será importante na hora de explicar a condição do negócio com maior sensibilidade e sinceridade.

7. Implante um sistema de gestão

Implantar um sistema de gestão ajuda a profissionalizar o seu gerenciamento financeiro e a ter maior cuidado com as contas do seu negócio. Isso porque ele possibilita que você consiga documentar partes essenciais do empreendimento, sem que seja necessário trabalho braçal, processos mecânicos e o emprego de pilhas de papel ou centenas de tabelas de Excel.

Uma solução de gerenciamento é útil principalmente para companhias maiores, em que há mais procedimentos, rotinas e trabalho computacional. Ter todos os dados do negócio registrados vale a pena, pois o acesso à informação se torna mais fácil, dinâmico e eficiente. Por outro lado, quando não há um banco de dados do tipo, fica muito complicado visualizar a condição real da empresa.

Dessa forma, não é possível verificar claramente os lucros, prejuízos e demais resultados da organização, o que dificulta o planejamento e execução de ações que ajudem a superar as dificuldades financeiras empresariais. Ter todas as movimentações lançadas/registradas assegura que, durante a tomada de decisão, você saiba melhor em que situação se encontram as suas finanças.

Para que a implantação seja feita adequadamente, é essencial que haja uma liderança empresarial atuante, que vise a obtenção do envolvimento e colaboração dos funcionários. Além disso, é importante que se empregue uma metodologia de implantação para que a sua adoção ocorra de modo ordenado e tranquilo.

Essa metodologia deve garantir segurança, agilidade e maior dinamismo para a implementação da solução gerencial sem comprometer a execução das atividades por um longo período de tempo.

Vale mencionar que um programa de gestão precisa ser implementado por meio de normas ou critérios que estejam em sintonia com as exigências da empresa. Também é importante ter um planejamento prévio, buscando identificar possíveis falhas e riscos da implantação. A definição dos processos que serão automatizados e os modos de controle (relatórios, auditorias) do sistema também são importantes.

8. Forme parcerias estratégicas

Formar parcerias estratégicas é uma atitude importante em épocas de escassez ou crise econômica. A dica é buscar alianças com organizações que complementem os seus serviços/produtos de modo a gerar pacotes mais completos e que gerem maior valor agregado para os clientes. Tudo isso por um custo relativamente menor do que se eles adquirissem tais itens de maneira separada.

Por exemplo, uma mecânica pode fechar parceria com um estacionamento ou um lava-jato para entregar serviços mais completos a seus consumidores. Uma agência digital de publicidade pode formar parceria com uma agência de marketing mais tradicional para entregarem pacotes de serviços de comunicação e marketing mais amplo e menos custoso ao público.

A vantagem de parcerias assim é que elas são capazes de gerar mais vendas, pois quem antes só conseguia pagar por um desses serviços passa a ter acesso a dois. Além disso, os negócios podem compartilhar suas carteiras de clientes de modo a ambos poderem aumentar seus alcances junto ao público.

É importante contar com o apoio dessas alianças, já que todos buscam sobreviver e superar os momentos difíceis. Também é preciso ter apoio dos colaboradores para que seja mais fácil sair da crise e para que essas parcerias deem frutos.

9. Foque em capacitação e desenvolva novas habilidades

Durante uma época de dificuldade financeira, é importante não se acomodar e buscar evoluir profissionalmente. Afinal, esse é o momento em que mais se necessita de preparo e novos conhecimentos profissionais para superar os desafios impostos pela crise.

Portanto, é essencial investir em educação financeira, buscar uma assessoria que possa ajudar e procurar desenvolver habilidades. Lembre-se de fomentar competências criativas, especialmente as que possam servir de base para a inovação na empresa. Novos produtos, serviços ou processos são capazes de resgatar a organização de uma crise e colocá-la de volta nos trilhos do crescimento.

Também não se deve descuidar dos treinamentos dados aos colaboradores, pois, quanto mais treinados, maiores as possibilidades de contribuírem com a organização. Os programas de capacitação e desenvolvimento também podem colaborar no aumento do ânimo e motivação dos funcionários.

Com planejamento, cautela, definição de prioridades, empréstimos seguros e uma cultura de economia, a sua empresa pode sobreviver à crise e prosperar em um momento de turbulência.

Com inteligência emocional, maior preparo e um sistema gerencial eficiente, você poderá gerir tudo isso com maior eficiência. Já as alianças estratégicas ajudam a alcançar novos consumidores, colaborando para a manutenção e até elevação das vendas.

Por fim, vale destacar que o importante é focar nas soluções (e não nos problemas) e buscar se diferenciar ao máximo da concorrência, seja por seus produtos, seja por seus serviços ou pelo atendimento que sua empresa oferece. Antecipe-se a qualquer sinal de dificuldade financeira empresarial e aproveite para se organizar e crescer.

Ficou com alguma dúvida sobre quais atitudes tomar para que sua empresa supere uma dificuldade financeira? Entre em contato com nossa equipe para que possamos ajudá-lo!