A gestão financeira é essencial para a sobrevivência e sucesso do seu negócio!

Uma das bases de toda empresa é a sua gestão financeira. Sem um gerenciamento adequado das economias do negócio, dificilmente ele poderá obter sucesso no mercado e se tornar viável. Por isso, é essencial buscar continuamente por meios para otimizar a administração das finanças da organização. Entre eles, destacam-se indicadores, estratégias, planejamentos, entre outros itens que colaboram para o aperfeiçoamento dos processos e ações relacionadas a essa área.

Além deles, é importante acompanhar as melhores práticas do mercado e normas de excelência na gestão financeira. Dessa forma, a companhia conseguirá alinhar suas operações e obter maior desempenho. Também poderá definir e controlar o orçamento empresarial com muito mais eficiência, melhorando sua leitura e traçando novas metas.

A seguir, você encontrará algumas dessas práticas e dicas para se prevenir dos principais erros na gestão financeira, de modo que será possível aperfeiçoá-la até torná-la ideal. Quer saber mais sobre isso? Continue lendo e descubra!

Importância da gestão financeira na empresa

A importância da gestão financeira na empresa vai além do simples cálculo de custos e receitas. Ela é essencial para a estruturação de novas estratégias e para o suporte econômico necessário a outras áreas, para que viabilizem suas operações. Além disso, o correto gerenciamento econômico do empreendimento possibilita a realização de investimentos visando à ampliação e ao fortalecimento do negócio.

A adequada administração das economias também é necessária para a empresa superar desafios como, por exemplo, épocas de crise, cargas de impostos elevadas, carência de recursos, etc. Para tanto, é fundamental que haja capacitação contínua dos gestores responsáveis por esse setor. Somente assim, será possível lidar com a alta complexidade nos trâmites jurídicos, trabalhistas e tributários.

É essencial também que o empreendedor pare de ver o setor financeiro de seu negócio como a etapa final da gestão de processos de toda a empresa, ou seja, quando o dinheiro entra no caixa.

Faz-se necessário enxergar o gerenciamento econômico como algo estratégico dentro da organização e não apenas um departamento encarregado de números e valores. O setor precisa estar mais próximo das outras operações para fornecer apoio e colaborar com os demais processos internos.

Gestão financeira + Comunicação e Operação = Alto desempenho

Além do mais, a lista de atividades e rotinas relacionadas a valores e recursos econômicos é extensa. Por isso, a gestão das finanças tem papel de destaque dentro de uma organização, já que participa da coordenação direta ou indireta de:

  • contas a pagar;
  • contas a receber;
  • processos fiscais;
  • emissão e gerenciamento de notas fiscais;
  • fluxo de caixa;
  • contabilidade integrada;
  • análise estratégica;
  • pagamento de salários;
  • constituição de fundos e reservas;
  • análise de investimentos no negócio, etc.

Ela ainda fornece apoio na abertura e regularização do empreendimento e de suas filiais, inclusive em sua expansão. Também é vital para a descoberta ou prevenção de desperdícios dentro da organização e para a superação de dificuldades financeiras, caso o negócio passe por turbulências no faturamento ou ocorra queda nas vendas.

Em suma, a gestão financeira é necessária para a continuidade e consistência da empresa de modo geral. Além disso, quando se tem poucos recursos, é primordial contar com ferramentas e processos financeiros que ajudem a equilibrar os custos e coordenar atividades a fim de garantir o pagamento de contas.

Igualmente é preciso ter uma boa administração de verbas e orçamentos para conseguir fazer os investimentos necessários para a subsistência da empresa. Essa é uma das incumbências de uma boa gestão financeira.

Benefícios e vantagens de uma gestão organizada!

Eficiência na gestão de capital de giro

Capital de giro corresponde ao montante necessário para a empresa se manter em pleno funcionamento durante um intervalo de tempo. Saber disso é importante porque esse recurso oferece maior segurança à empresa em momentos de dificuldade financeira ou diminuição do faturamento.

Tendo uma reserva de capital de giro bem estruturada e de acordo com as necessidades da organização, o negócio poderá pagar fornecedores, salários, impostos, entre outros, durante um determinado período, mesmo que não faça vendas. Ainda poderá se preparar para obter capital de giro por meio de empréstimos empresariais quando perceber que o caixa atual não dará conta das obrigações no curto prazo.

Contudo, é preciso também cuidar para não exagerar no valor separado para essa conta. Caso contrário, a organização poderá perder oportunidades de investimentos por não contar com recursos suficientes, já que estão todos imobilizados ou direcionados para o capital de giro. Portanto, cabe à gestão financeira encontrar equilíbrio na administração desse recurso.

Mais sintonia entre contas a pagar e a receber

Um grande problema nas empresas — especialmente nas micros e pequenas — é a falta de sintonia entre contas a receber e a pagar. Uma boa gestão financeira deve intencionar que os recebimentos de clientes ocorram antes dos pagamentos a fornecedores. De outro modo, a empresa poderá atrasar boletos e faturas, o que gerará multas, juros e taxas que oneram o negócio.

Ele também poderá ser forçado a recorrer a modalidades de crédito onerosas, como cheque especial, para honrar as obrigações do empreendimento. Por isso, é importante dispor de uma gestão financeira que organize essas contas e previna situações do tipo.

Melhora na precificação dos produtos ou serviços

O gerenciamento das finanças do negócio também tem grande papel na precificação de produtos e serviços, isso está ligado diretamente à entrada de recursos na empresa. Também envolve lucratividade, rentabilidade e faturamento, elementos administrados diretamente pelo setor que faz toda a  gestão financeira da organização.

Dessa forma, uma definição adequada de preços requer apoio do setor financeiro, que poderá fornecer instrumentos e dados qualitativos para a equipe comercial estabelecer os valores dos produtos.

Por exemplo, a formação dos preços passará a considerar os custos variáveis e fixos, além das despesas, com maiores níveis de acerto. Inclusive, o empreendedor saberá melhor seu ponto de equilíbrio, ou seja, o quanto tem de vender para honrar suas obrigações mesmo que não haja lucro.

Empreendedor precisa achar o equilíbrio

Também será mais fácil incluir a margem de contribuição para se conseguir uma lucratividade em conformidade com os potenciais e possibilidades do negócio. Se as margens forem apertadas, a empresa poderá ter sua saúde econômica prejudicada, especialmente se ocorrer queda nas vendas. Por outro lado, margens muito altas podem reduzir a competitividade do negócio, gerando preços pouco atrativos para os clientes.

Em suma, a gestão financeira ajuda a precificação correta de preços, alinhando indicadores, estratégias financeiras e expectativas de entrada de recursos no negócio. Parte deles pode ser convertida em investimentos que, futuramente, ajudarão a otimizar ainda mais os preços praticados.

Gestor financeiro e suas ferramentas e indicadores de controle

O gestor financeiro conta com uma série de instrumentos que podem ajudá-lo a melhorar seu controle sobre as economias da empresa.

Com base em relatórios, indicadores, demonstrativos, entre outros documentos gerenciais, ele é capaz de verificar fontes de recursos, metas, resultados operacionais e financeiros, entre outros aspectos da empresa. Especialmente, os que envolvam capitalização, custos e investimentos. Adiante, separamos alguns dos principais:

Fluxo de caixa

O fluxo de caixa é um instrumento de gestão encarregado por registrar as movimentações econômicas (entradas e saídas de valores) do empreendimento. As saídas correspondem aos gastos com insumos, salários, pagamentos de fornecedores, entre outros custos necessários para a empresa funcionar.

Já as entradas consistem nos valores que chegam ao caixa da empresa, sendo provenientes de vendas de produtos/serviços, comercialização de ativos imobilizados, recebimentos de dívidas, entre outros.

Ele ajuda a identificar corretamente as contas que mais consomem recursos do empreendimento e as fontes que mais contribuem com receitas. Também leva em consideração a análise dos saldos em contas correntes e do caixa da empresa.

Existe uma variação dele que é a projeção do fluxo de caixa. Ela é feita com base nos históricos de movimentações de fluxos anteriores e em contas a receber e a pagar futuras.

Esse instrumento serve para os gestores planejarem a produção e preverem o quanto de dinheiro entrará no negócio em períodos futuros. Isso possibilita uma organização financeira mais adequada, para que a companhia não seja pega de surpresa e consiga se preparar melhor para períodos de sazonalidade.

A análise dos lançamentos feitos no caixa também contribui para fornecer dados importantes a respeito de custos, desperdícios e gargalos financeiros que estejam prejudicando a operação da empresa.

Ciclos da empresa

Existem alguns ciclos dentro da empresa que podem ser analisados para otimizar o trabalho dos gestores de diferentes áreas, como comercial, produção, logística e, é claro, financeira.

O primeiro deles é o ciclo financeiro, também chamado de ciclo do caixa. Ele se refere ao período de tempo decorrido entre o dia de pagamento dos fornecedores de insumos (ou produtos para revenda) e a data de recebimento dos clientes pelas mercadorias vendidas.

De acordo com o poder de negociação da sua companhia, esse ciclo pode ser maior ou menor. Isso porque é possível negociar prazos para pagamento junto aos fornecedores.

Há ainda o ciclo econômico que envolve o tempo médio que a organização gasta para produzir e vender um produto. Ele começa a ser contado no momento da compra do insumo/mercadoria e prossegue até a finalização da venda. É preciso destacar que esse ciclo não envolve o recebimento do produto.

Na indústria, ele corresponde ao tempo de produção e estocagem da mercadoria. No comércio, ele normalmente é equivalente ao Prazo Médio de Estocagem (PME).

Por fim, temos o ciclo operacional. Em geral, ele é maior do que o econômico, exceto se as vendas da empresa forem feitas à vista. Sendo assim, os dois ciclos podem ser os mesmos. O ciclo operacional se refere à data de compra de um bem até o dia do recebimento pela sua venda.

Demonstrativos gerenciais

Outros instrumentos importantes para a gestão financeira da empresa são os demonstrativos gerenciais. Entre eles, destacam-se o Demonstrativo de Resultados do Exercício (DRE), o Demonstrativo do Fluxo de Caixa (DFC) e o Balanço Patrimonial.

Eles fornecem um panorama completo dos resultados do negócio em um ano contábil ou outro período estipulado. Também demonstram as movimentações financeiras ocorridas internamente, as mudanças patrimoniais, os lucros ou prejuízos obtidos, entres outras informações mais gerais sobre o desempenho do empreendimento.

Sistema de gerenciamento financeiro

Um sistema tecnológico de gerenciamento financeiro é essencial para toda empresa que deseja otimizar o controle de suas receitas e custos. Por meio dele, é possível automatizar tarefas repetitivas e manuais de conferências e lançamentos de dados. Os resultados são processos mais ágeis e confiáveis.

Além disso, alguns softwares são capazes de processar um grande número de dados, gerando conteúdos estratégicos para o negócio que beneficiam a tomada de decisão. Outra vantagem é que as plataformas de gestão na nuvem possibilitam o acesso remoto a dados do negócio de qualquer local do mundo e em qualquer hora e dia.

Isso é excelente para quem precisa visitar clientes, investidores ou instituições financeiras, pois basta entrar no sistema por meio de um smartphone para consultar resultados, indicadores, contratos, etc.

Softwares usados na área não só facilitam e melhoram a execução de tarefas rotineiras, como interligam as informações da empresa em um só local. Isso também aumenta a integração entre colaboradores e setores, que passam a trocar dados entre si de forma mais ágil e eficaz.

Portanto, se quiser melhorar a gestão econômica do seu negócio, está na hora de aposentar livros-caixa e planilhas, e adotar um sistema eficiente de gerenciamento.

 

Ficou com alguma dúvida sobre como obter crédito pode ajudar na gestão financeira da sua empresa? Entre em contato com nossa equipe para que possamos ajudá-lo!