O mercado financeiro é repleto de nomenclaturas que a princípio podem parecer complicados e difíceis de compreender, mas isso não precisa ser assim!

A definição dos termos que envolvem o mercado financeiro são muito mais comuns do que se imagina e, quando colocadas na prática, servem para esclarecer inúmeras dúvidas que podem passar pela mente de qualquer empreendedor na vida útil de seu negócio (ou até na sua vida pessoal).

Pensando nisso, desenvolvemos o mais completo glossário financeiro a fim de definir os principais conceitos que envolvem o universo das finanças e te deixar por dentro de suas implicações no dia a dia. Por isso, não deixe de conferi-lo!

Capital de giro

O conceito de capital de giro não é complicado e pode ser explicado a partir de seu próprio nome: ele se caracteriza pela quantidade de capital necessário para suprir as necessidades operacionais da empresa.

Exemplos desses gastos operacionais são: pagamento de fornecedores, quantidade de recurso necessário para manter o estoque, compra de matéria prima, pagamento de impostos, salário dos funcionários, contas básicas, entre vários outros.

Esse capital é extremamente importante, já que é o dinheiro usado para que a empresa tenha seu funcionamento básico garantido.

Capital social

Capital social é o valor que os sócios (ou outros envolvidos, como acionistas) investem na empresa no momento em que ela é aberta. O montante deve ser o necessário para promover a abertura do empreendimento e também sustentá-lo nos primeiros meses já que o negócio ainda não possui um valor significante de lucro, ou seja, ainda não existe a possibilidade de a empresa se sustentar sozinha com seus próprios recursos financeiros.

Seria uma forma de “pré capital de giro”, já que as implicações são as mesmas em relação ao direcionamento dos gastos. A diferença está no fato de que o valor não saiu do caixa da empresa, mas sim do bolso dos empresários.

Cheque especial

O cheque especial já é um velho conhecido por grande parte da população e também se enquadra na categoria de empréstimos. Quando uma pessoa chega no fim do mês e não existe crédito suficiente para o pagamento de contas ou até mesmo outros gastos (como saques), ela pode recorrer ao cheque especial. É basicamente quando sua conta entra no saldo negativo.

O banco já deixa esse crédito “a mais” aprovado, existindo um limite que pode ser elevado caso exista necessidade. É preciso ter muito cuidado, pois as taxas e juros que envolvem o cheque especial são uma das maiores nessa área de empréstimos.

Crédito empresarial

O crédito (ou empréstimo empresarial) é um valor emprestado para o negócio na justificativa de financiar e investir no crescimento de seu empreendimento. Esses créditos podem ser dados de médio a longo prazo. Dentro do crédito empresarial, existem algumas categorias em forma de produtos a serem vendidos para que o empresário escolha, a partir de sua necessidade, o que sua empresa precisa mais naquele momento.

Por exemplo: ele pode pedir um crédito empresarial de capital de giro, para assim arcar com as responsabilidades operacionais da empresa. Pode também solicitar aquele referente à construção e reforma, em que acontece um financiamento de recursos necessários para a reforma do negócio. Além desses também existem aqueles que cobrem a compra de equipamentos e máquinas, entre vários outros.

Crédito rotativo

Crédito rotativo é uma alternativa “de emergência”, assim como o cheque especial, e também ocorre nos sistemas de cartões de crédito. Quando uma pessoa percebe que não conseguirá pagar integralmente por sua fatura do cartão de crédito naquele mês em especial, ela pode solicitar o crédito rotativo. O que acontece é o seguinte: a pessoa paga o valor que possui, e na fatura do mês seguinte aquilo que sobrou será adicionado e deverá ser pago com juros.

Empréstimo Coletivo

Empréstimo Coletivo, ou Peer to Peer Lending, é uma modalidade de crédito integrante da economia colaborativa. Ela envolve a concessão de empréstimos entre pessoas interessadas em adquirir capital (tomadores de créditos) e aquelas que possuem recursos (investidores).

Todo processo é feito tendo por base uma plataforma tecnológica, de modo que não há o envolvimento convencional de instituições bancárias. Por conta disso, os custos costumam ser menores, já não há o tradicional spread bancário nas operações. Existem apenas pequenas taxas de serviços do sistema e os juros dos créditos concedidos, os quais são revertidos para a remuneração dos investidores.

Empréstimo consignado

O empréstimo consignado ocorre quando uma pessoa, buscando por um empréstimo financeiro, faz sua contratação em algum banco ou agência financeira e possui as parcelas dele descontadas diretamente em seu próprio salário, ou seja, na folha de pagamento. O empréstimo é bem popular pois possui taxas menores do a de outras modalidades, além de permitir que uma pessoa que esteja com o nome sujo possa realizá-lo.

Empréstimo online

Modalidade recente quando comparada com as outras que envolvem empréstimos, o empréstimo online é aquele no qual toda a operação é realizada via internet.

Existem plataformas que oferecem os serviços e após pesquisar pela melhor alternativa (com muita comodidade, já que você não precisa sair de casa para isso), o cliente contrata aquela que julgou melhor.

Dentre suas diversas vantagens, existem algumas que se destacam. Elas são: diminuição nas burocracias, taxas de juros menores e mais personalizadas de acordo com a realidade do cliente, suporte online, entre outras.

Ela pode ser considerada como a alternativa mais prática no mercado atual, já que tem como prioridade a praticidade e redução das altas taxas e burocracia, pontos que impedem grande quantidade de pessoas de optarem por um empréstimo.

Floating Rate

Floating Rate pode ser traduzido como Taxa Flutuante ou Câmbio Flutuante. Diz-se esse termo em relação às mercadorias ou ao dinheiro em trânsito. Normalmente, ele é ligado a taxas de juros.

Uma taxa de juros flutuante se move para cima ou para baixo conforme o mercado ou de acordo com um índice. Ela igualmente pode ser referenciada como uma taxa de juros variável, pois pode variar durante a obrigação de uma dívida.

Fluxo de caixa

O fluxo de caixa é um instrumento gerencial financeiro, sendo empregado na organização contábil/financeira e controle de saldos disponíveis na empresa, de valores mantidos em contas correntes e dos fluxos de entradas e saídas de recursos no caixa da organização.

Essas entradas acontecem por meio da venda de serviços/produtos, comercialização de ativos imobilizados da companhia, recebimentos de dívidas de clientes, etc. As saídas correspondem aos valores empregados na aquisição de insumos, pagamento de colaboradores e fornecedores, aluguel de maquinários, entre outras despesas e custos variáveis e fixos.

O fluxo de caixa costuma ser monitorado periodicamente. Dessa maneira, no final de cada intervalo de tempo preestabelecido, geralmente um mês, a empresa encerra um controle para verificar o volume de movimentações realizado. No primeiro dia seguinte, ela inicia outro fluxo de caixa.

Franchising

Franchising corresponde ao método de comercialização de serviços/produtos em que o franqueado conquista o direito de uso de uma marca, bem como o know-how, a patente e o direito de distribuição semi-exclusiva ou exclusiva de suas mercadorias/serviços. O franqueado opera em conformidade com um padrão de qualidade definido pelo franqueador, além de repassar parte do faturamento em forma de royalties para ele.

 

Fundo de Ações

Um fundo de ações é constituído por uma instituição financeira sob a forma de uma espécie de condomínio fechado e aberto, reunindo recursos de um grupo específico de investidores. Ele é montado e gerido por um administrador experiente que fica responsável por aplicar os recursos levantados em uma carteira diversificada de ações. Os resultados alcançados são distribuídos aos participantes, chamados de cotistas, de modo proporcional às suas participações no fundo.

Fundo de Investimentos

Fundo de investimento é uma aplicação financeira que junta recursos de um grupo de investidores (cotistas), tendo o intuito de obter lucro com a aquisição e comercialização de títulos e valores mobiliários. Também compra e vende cotas de outros fundos ou de ativos imobiliários nacionais ou internacionais.

Fundo Imobiliário

Um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) corresponde a um conjunto de recursos voltados à aplicação em ativos do mercado imobiliário. As cotas que o compõem não podem ser resgatadas, sendo registradas na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Elas também podem ser negociadas no mercado de balcão ou em bolsa de valores.

Um FII aplica em títulos com lastro imobiliários (Letras Hipotecárias, Letras de Crédito Imobiliário), desenvolvimento de obras (na planta ou em construção) e em imóveis já construídos.

Fundo multicarteira

Fundos multicarteiras se propõem a investir em renda fixa ou variável conforme as melhores oportunidades. Assim como os FIFs (Fundos de Investimentos Fixos), eles estão sujeitos ao limite de aplicação de 49% para renda variável.

No entanto, montam estratégias para investir de modo indireto nesses mercados e para acompanhar ativos como bolsa e câmbio. Conforme a exposição a riscos, eles podem ser divididos em conservadores, moderados e agressivos.

Garantia

O termo garantia está relacionado aos itens utilizados por uma organização ou indivíduo para manter o crédito concedido quando levanta um financiamento ou empréstimo. Assim, a garantia pode ser qualquer bem ou ativo sobre o qual o credor, aquele que concedeu o crédito, tem um direito legal.

Esse direito pode ser exercido se o tomador do empréstimo/financiamento não cumprir alguma das cláusulas contratuais, principalmente se deixar de pagar a totalidade ou prestações restantes do crédito obtido.

Gross loss

Gross loss, ou perda bruta, representa o montante total das perdas de uma companhia em suas distintas atividades em um intervalo de tempo determinado, mesmo que ela consiga lucro em algumas dessas operações.

Gross income

Gross income, ou renda bruta, corresponde normalmente ao faturamento (recebimento e ganhos) de todas as fontes de receitas de uma empresa. Com base na receita bruta é que se determina, por exemplo, a incidência de alguns tributos.

Gross profit

Gross profit, ou lucro bruto, é o rendimento que permanece depois da dedução dos custos necessários para o alcance deste rendimento. Em outras palavras, lucro bruto é a diferença entre o faturamento e o custo de se produzir os produtos ou prover serviços de uma empresa, antes da dedução de folha de pagamento, tributos, juros, entre outros custos variáveis.

Por exemplo, para uma organização varejista, o lucro bruto corresponde ao faturamento com as vendas realizadas menos o custo das mercadorias vendidas.

Gross sale

Gross sale, venda bruta total, corresponde às receitas totais da empresa, ou seja, é representada pela quantidade geral de vendas de mercadorias ou pela totalidade de valores obtidos com a prestação de serviços de uma companhia. Em suma, é o faturamento da empresa.

Inflação

A inflação é definida como um aumento geral no valor do preço de bens da nossa sociedade. O aumento pode ser acarretado por dois principais motivos:

 

  • Inflação de custos

 

Também conhecida como “Inflação de oferta”, ela ocorre quando alguns fatores que possuem relação direta com o produto a ser vendido sofrem um aumento, por exemplo, matéria-prima. Se ela sofre um aumento, isso quer dizer que o produto final também sofrerá aumento de preço. É como ocorre quando os valores do petróleo aumentam e em consequência disso o valor da gasolina também sobe. A inflação de custos também pode ser caracterizada por outros fatores que não são apenas relacionados ao preço de matéria-prima.

Quando o salário aumenta, consequentemente a qualidade de vida também sofrerá um aumento como um todo. Isso ocorre gradualmente e com o passar do tempo, os produtos vão sofrendo uma grande modificação em seus valores. Em 2003, por exemplo, as coisas valiam bem menos quando comparadas com os tempos atuais!

 

  • Inflação de demanda

 

Como diz o nome, essa inflação é caracterizada por um grande aumento na demanda em relação à oferta. Por exemplo: num cenário hipotético, existe apenas uma empresa de venda de veículos para toda a população de Belo Horizonte. A procura pelo produto será muito maior do que a quantidade de carros que a empresa tem a oferecer, ou seja, ela pode aumentar facilmente o valor dos carros porque continuará tendo grande procura por eles.

Para acompanhar o mercado é importante entender corretamente os seus jargões e termos mais comuns, por isso é necessário contar com esse glossário financeiro. Contudo, lembre-se de se aprofundar nos termos destacados por meio de pesquisas e estudos para entender todas as principais nuances, especialmente caso deseje se aventurar no mundo dos investimentos.

Ficou com alguma dúvida sobre os termos apresentados acima no glossário financeiro? Entre em contato com nossa equipe para que possamos ajudá-lo!

Write A Comment

Pin It