A história do peer-to-peer lending (empréstimo coletivo) no Brasil e no mundo e como funciona na prática

capa peer to peer lending

Peer to peer lending

Há mais de 100 anos, as instituições financeiras operam essencialmente da mesma maneira: você poupa seu dinheiro e o investe no banco, sendo remunerado por isso. Esse mesmo banco concede empréstimos com o seu dinheiro para outras pessoas em necessidade a um valor superior ao que você recebe – o chamado spread bancário.

Há mais de 100 anos, as instituições financeiras operam essencialmente da mesma maneira: você poupa seu dinheiro e o investe no banco, sendo remunerado por isso.

Então, esse mesmo banco concede empréstimos com o seu dinheiro para outras pessoas em necessidade, a um valor superior ao que você recebe — é o chamado spread bancário.

Acontece que, em países em que poucos bancos concentram grande parte da clientela, são essas instituições que ditam os termos da relação, tanto com o investidor quanto com o tomador do empréstimo.

O Brasil é um exemplo extremo disso: temos o terceiro maior spread do mundo, segundo o Banco Mundial (ficamos atrás somente de Madagascar e do Malawi).

Temos o terceiro maior spread do mundo, segundo o Banco Mundial.

Com o acesso mais fácil a dados e uma população cada vez mais conectada, a internet tem revolucionado uma série de indústrias nos últimos 15 anos, por meio da disseminação das chamadas Fintechs (soma dos termos finance technology) — empresas que trazem abordagens e processos de tecnologia para produtos financeiros.

Muito dessa revolução está associada ao fenômeno do Peer-to-peer, que nada mais é do que uma relação direta entre duas pontas, quase sempre sem nenhum intermediador.

Então, para entender melhor sobre essas mudanças no cenário de empréstimo coletivo, continue lendo este post e confira o que é o Peer-to-peer Lending e o que muda com a sua existência!

Origens do Peer-to-peer

O Peer-to-peer (ou P2P) já facilitou a vida de milhões de pessoas — e, provavelmente, a sua também.

Ele mudou a forma como ouvimos música, desde o surgimento do Napster em 1999, e, com marketplaces como o Mercado Livre, o eBay, o Uber e o Airbnb,  mudou a forma como compramos e vendemos produtos e serviços online.

Atualmente, difunde-se ainda uma nova mentalidade entre consumidores e um novo modelo de negócio entre novas empresas, conhecido como Economia Compartilhada (do inglês Sharing Economy).

Nesse caso, as pessoas compartilham o uso de determinados bens que, tradicionalmente, seriam utilizados individualmente e abaixo do seu potencial.

Assim, o P2P e a Economia Compartilhada são as bases do novo movimento que envolve o mercado financeiro, o Peer-to-peer Lending (empréstimo coletivo), também conhecido como P2P Lending ou Marketplace Lending.

Simplificando: o Peer-to-peer Lending desintermedia as relações de investimento e crédito, permitindo que se empreste dinheiro diretamente para outra pessoa ou empresa.

Portanto, o P2P Lending é coletivo, pois permite que várias pessoas ofereçam quantias que, juntas, formam o valor de empréstimo solicitado. Hoje isso é mais comum com o foco para empreendedores que buscam formas de fazer o negócio chegar ao sucesso de acordo com as expectativas iniciais.

Vantagens do Peer-to-peer Lending

A revolução na forma como os empréstimos são realizados por essa nova modalidade não se justifica apenas pelo fato de essa ser uma abordagem que gera curiosidade. Mais do que isso: seu sucesso se justifica por causa de vantagens importantes como:

  • Menos burocracia
  • Conveniência
  • Eficiência
  • Rapidez
  • Empréstimos a juros mais baixos
  • Maior rentabilidade de investimento
  • Taxas mais justas para todos

Diminuição da burocracia

O fato de poder ser realizado on-line já faz, por si só, com que o empréstimo coletivo seja menos burocrático. E, como se já não fosse o bastante, há outras questões que pesam a favor dessa modalidade — como a questão da análise de crédito.

Em vez de passar por um processo longo e complexo de análise de crédito, quem solicita o empréstimo tem o crédito avaliado com ajuda da tecnologia. Além de mais rapidez e eficiência, isso gera mais segurança na hora de aprovar créditos.

Mais conveniência

Se o empréstimo coletivo pode ser feito on-line com a ajuda de uma plataforma, ele pode ser feito de qualquer lugar. Assim, existe muito mais conveniência nesse tipo de solicitação, não exigindo o deslocamento até uma agência bancária e a perda de horas até que ocorra o atendimento.

Inclusive, todo o processo, por si só, acontece de maneira muito mais prática para todos os envolvidos, garantindo que os recursos sejam liberados mais rapidamente.

Para quem investe, é especialmente vantajoso considerar que, dessa forma, passa a haver um controle bastante efetivo sobre os investimentos, gerando mais segurança de maneira geral.

Diminuição da taxa de juros

O fato do empréstimo ser coletivo e estar fora das grandes instituições financeiras ainda faz com que as taxas de juros sejam consideravelmente mais baixas. Afinal, como a operação não fica subordinada ao alto valor do spread brasileiro, o custo de toda a operação se torna menor.

Para quem pede o empréstimo, esse é um ótimo ponto, já que significa pagar um valor menor pelo crédito adquirido sem que haja perda em segurança.

Já para empreendedores, pagar juros menores significa ainda imobilizar um valor menor e, com isso, aumentar as possibilidades para a empresa.

Boas condições para quem investe

Ao mesmo tempo, o peer-to-peer é uma excelente opção de investimento, já que possui taxas atrativas de remuneração. E, somado a isso, está o fato de que a análise de crédito realizada pela plataforma ajuda a aumentar a segurança de todo o processo.

De certo modo, isso faz com que todos saiam ganhando: quem pede o empréstimo não paga caro como em um empréstimo tradicional, e quem financia é remunerado de maneira justa e atrativa.

Pessoas investindo em pessoas

Menor inadimplência

A união da análise de crédito mais completa e segura à diminuição dos custos envolvidos na solicitação de crédito faz com que haja menor inadimplência. Favorecidos por esse tipo de modelo, os clientes encontram menos dificuldades para o valor devido, diminuindo o risco da operação para quem investe.

Ter as condições adequadas para ser adimplente, inclusive, permite que o empreendedor não fique com problemas de crédito quando precisar no futuro.

Isso impede que o empreendedor resolva um problema da empresa no curto prazo e, mais tarde, se veja sem opções de crédito por causa da inadimplência anterior.

Geração de oportunidades vantajosas

Quando um empreendedor conta com os recursos adequados para tocar o seu negócio, suas chances de sucesso aumentam.

Essa nova modalidade de empréstimo, portanto, é uma forma de gerar novas oportunidades para negócios de todos os tipos — e que estão em busca de grandes resultados.

Já para quem investe, esse tipo de empréstimo é uma forma de diversificar a carteira, o que ajuda a aumentar a segurança e melhorar a rentabilidade. Com isso, novamente, esse empréstimo é uma forma de garantir que todos os envolvidos saiam ganhando dentro dos seus objetivos.

O Peer-to-peer Lending para empreendedores

Para abrir o próprio negócio e ter sucesso, é preciso dispor de recursos adequados. Porém, muitos empreendedores não têm esse dinheiro disponível antes de começar a própria empresa.

Além disso, mesmo depois de abrir o negócio, pode ser necessário buscar recursos extras para ajudar o negócio a se manter ou a crescer. Em geral, há a necessidade de buscar recursos para:

  • Investimento inicial
  • Capital de giro
  • Expansão do negócio
  • Compra de ativos
  • Antecipação de receitas e mais

Sendo assim, buscar fontes de recursos é uma saída bastante comum e, normalmente, vem em forma de financiamentos bancários.

Na hora em que buscam esse tipo de solução, entretanto, empreendedores se deparam com questões como crédito insuficiente, linha inadequada para o propósito desejado e juros muito elevados.

Então, para driblar todas essas questões, o Peer-to-peer Lending é uma opção muito indicada. Em primeiro lugar, é possível pagar taxas de juros consideravelmente menores do que outras opções, além de ter mais chances do crédito ser aprovado.

Além disso, os recursos podem ser usados para diversas questões, que vêm na forma de crédito produtivo. Assim, um microempreendedor pode trabalhar com questões desde a aquisição de ativos até o refinanciamento de dívidas.

E quem é microempreendedor individual (MEI) também pode ter crédito para fazer com que o negócio se torne cada vez mais robusto. As condições são individualizadas e ainda vantajosas, permitindo um importante ganho de concorrência em relação a empresas maiores e robustas.

De uma forma geral, a criação do empréstimo coletivo é importante porque dá mais poder para micro, pequenas e médias empresas.

Se antes elas dependiam de um crédito caro, pouco atrativo e muitas vezes inacessível, hoje elas podem contar com uma opção voltada para as suas necessidades.

Eventualmente, a chegada do Peer-to-peer poderá trazer mais competitividade para empresas menores, garantindo que elas tenham os recursos necessários para enfrentar o cenário de um mercado tão disputado.

Peer-to-peer Lending pelo mundo

Sua origem foi no Reino Unido, em 2005, com uma empresa chamada Zopa. Com a crise de 2008, o modelo ganhou espaço pelo mundo — sobretudo nos Estados Unidos, hoje o maior mercado de P2P Lending do mundo.

Para se ter uma ideia do potencial do modelo, apenas nos Estados Unidos, em 2014, foram movimentados 8.9 bilhões de dólares.

Existem estudos de que essa movimentação pode chegar a $ 1 trilhão até 2025, atuando em diferentes modalidades de crédito: crédito pessoal; para micro, pequenas e médias empresas, imobiliário, estudantil, dentre outros.

Existem estudos de que essa movimentação pode chegar a $1 trilhão até 2025.

Na Europa, destacam-se opções como a Lendix na França, Auxmoney na Alemanha e Fixura na Finlândia.

Hoje, o movimento também ganha destaque em países como Austrália, com a RateSetter, China e, especificamente, na América Latina. Na Argentina, existe a Afluenta, a Cumplo no Chile e a Prestadero no México.

Mas, e no Brasil? Com uma das regulamentações mais pesadas e um sistema financeiro dentre os mais complexos do mundo, até pouco tempo esse modelo de negócio era visto como virtualmente inviável no nosso país.

Gráfico comércio onlineFonte: The Marketplace Lending Investment Opportunity (Liberium, 2014)

Sua chegada ao Brasil em 2015

Operando desde abril de 2015, a Biva é a primeira plataforma de Peer-to-peer Lending (empréstimo coletivo) adequada às normas do Sistema Financeiro Nacional e do Banco Central, levando um crédito mais barato e fácil para micro e pequenos empreendedores brasileiros com necessidade de financiamento das suas empresas.

Isso é possível porque a Biva atua como um correspondente bancário, que aproxima as duas pontas e faz todo o trabalho de aquisição de clientes e análise de crédito com base na tecnologia.

Uma vez que um empreendedor solicita um empréstimo e este é financiado pelos investidores da Biva, é a instituição financeira parceira que origina a operação, lastreada por títulos, tanto de crédito (CCB – Cédula de Crédito Bancário), quanto de renda fixa (RDB – Recibo de Depósito Bancário).

Outro diferencial da Biva é a sua análise de crédito diferenciada. Ela é feita baseando-se em dados de fontes públicas e privadas, gerando um resultado muito consistente e seguro.

Assim, a partir desse resultado e do prazo solicitado para pagamento, é possível determinar a taxa de juros — e, a partir daí, o valor mensal a ser pago.

Com o destaque de uma solução tão vantajosa, o esperado é que haja cada vez mais investidores interessados em garantir boa rentabilidade. Com isso, é possível que cada vez mais empreendedores tomadores de crédito possam ter os recursos necessários para seus negócios.

Dessa forma, a Biva consegue aliar taxas mais baratas tanto para empréstimos quanto para investimentos, mais facilidade com menos burocracia, rentabilidade superior à oferecida pelas aplicações tradicionais e a segurança de estar dentro dos parâmetros da regulamentação do Sistema Financeiro Nacional.

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