Mesmo quando uma empresa tem uma boa saúde financeira e lucra constantemente, ela pode entrar em fase de estagnação

A injeção de um capital externo no seu negócio pode trazer vários benefícios. Por exemplo, financiar novos projetos, expandir a empresa, ter capital de giro e outras aplicações financeiras.

Dentre os vários tipos de empréstimos oferecidos, surgem muitas dúvidas na hora de escolher o ideal. Modalidades como o peer-to-peer ou o empréstimo bancário, são mais conhecidas, porém, completamente distintas.

Alguns mitos e receios ainda assombram o empréstimo empresarial. Nem sempre, recorrer a um capital externo está ligado a momentos de crise nos negócios. Ao contrário, quanto mais planejado for a ideia de recorrer a essa prática, melhor será utilizado o dinheiro.

Porém, empréstimos bancários, mesmo quando planejados e bem aproveitados, estão ligados a burocracias, taxas e juros altos e lentidão no processo. E para um mercado em evolução, que vem moldando e apresentando novas formas de negócios, também é preciso encontrar novas modalidades de empréstimos que sejam mais flexíveis e menos burocráticas. E esse espaço está sendo conquistado pelo peer-to-peer lending (P2P).

Contudo, por ter nascido na internet efetuar-se exclusivamente no ambiente virtual, essa modalidade ainda gera certa desconfiança e compete diretamente com os empréstimos bancários. Para crescer ou viabilizar novos projetos, é comum que a empresa recorra a um capital externo, ou seja, um empréstimo.

Quer saber como escolher a modalidade ideal de empréstimo para o seu negócio? O primeiro passo é saber as diferença entre eles, e quais são as vantagens e desvantagens de cada um. Veja a seguir!

Empréstimo bancário: a modalidade tradicional

O processo de solicitar um empréstimo bancário é familiar para grandes empresas. O empreendedor vai até um banco ou instituição financeira, solicita uma quantia, define em quantas parcelas poderá pagar e aguarda a concessão do crédito. Se aprovado, o empresário tem acesso imediato ao montante solicitado.

Porém, é inegável que esse processo é burocrático, lento e quase nunca possui boas taxas e juros. Por isso, micro e pequenas empresas podem se complicar com essa modalidade por alguns motivos como:

  • Dificuldades de arcar com as taxas e juros;
  • Ter o crédito negado por não adequação – ou classificado como alto risco para o banco;
  • Urgência para a aprovação da solicitação.

Outro fator que pesa contra a aprovação do crédito para pequenos negócios é o risco elevado. Para os bancos, empresa que apresenta alto risco de investimento e fluxo de caixa reduzido não vale a pena. Isso complica a avaliação do crédito e, caso seja concedido, as taxas e juros serão elevadíssimas.

Por isso, o empréstimo P2P é ideal para financiar pequenos negócios, que necessitam de um capital barato para abrir ou expandir uma empresa. Por causa das vantagens que a modalidade apresenta, o P2P vem se tornando uma alternativa cada vez mais escolhida/viável por pequenos empreendedores que apostam em novos modelos de negócio.

O uso de um crédito externo além de ajudar empresas em situações críticas, também pode ser aplicado para sua expansão, financiamento de novos produtos e/ou serviços, capital de giro e quitação de dívidas. Consciente das condições, na hora de se comprometer com um empréstimo bancário, é preciso ponderar — e muito — sobre a atual situação da empresa e como esse valor será devolvido.

Peer to peer: de pessoa para pessoa

O empréstimo peer-to-peer — P2P, como é abreviado — é uma modalidade de empréstimo feito de pessoa para pessoa. Logo, o P2P é uma operação que quem tem dinheiro para investir empresta para quem precisa, sem a interferência de bancos ou instituições financeiras.

No Brasil,  essa modalidade de empréstimo adequou-se às normas do Sistema Financeiro Nacional e do Banco Central apenas em 2015. Hoje, oferece um crédito mais barato e ágil para micro e pequenos empreendedores, que normalmente não teriam o crédito aprovado por grandes bancos ou instituições financeiras.

Valendo-se das facilidades e inovações tecnológicas, todo o seu processo pode ser feito online, evitando filas, visitas ao banco e otimizando o tempo do empreendedor. O P2P é realizado por meio de plataformas digitais, que estabelecem uma relação direta entre o empreendedor solicitante e os possíveis investidores.

Para que o seu projeto seja aprovado na plataforma escolhida, alguns critérios são levados em consideração. São eles:

  • criatividade e inovação do projeto;
  • qualidade das recompensas oferecidas aos investidores;
  • benefícios gerais da ação.

Uma das vantagens do P2P é não depender de apenas uma instituição para fornecer todo o montante solicitado. Nele, você lida diretamente com pessoas interessadas no seu projeto. Dessa forma, pode receber quantias diferentes de um número ilimitado de investidores que se identificam com seu projeto e assim, chegar ao valor total do empréstimo.

As taxas e juros, cobrados sensivelmente mais baixos que bancos e instituições financeiras, são pré-definidas pela plataforma intermediária e acordada pelos dois lados. Após o prazo estabelecido para a execução do projeto, os investidores recebem o dinheiro aplicado de volta, acrescido da rentabilidade obtida.
Caso o projeto não atinja o valor solicitado dentro do tempo estimado, os investidores recebem a quantia investida de volta. Por isso, o P2P também é chamado de empréstimo coletivo, pois, permite que várias pessoas ofereçam quantias distintas, que juntas, formarão o valor total solicitado pelo empreendedor.

Normalmente, essa modalidade é mais vantajosa para empreendedores individuais, micro e pequenas empresas, que sofrem com as burocracias na hora de ter o crédito aprovado e consideram as taxas cobradas inviáveis para o seu negócio.

Na hora da escolha: peer-to-peer ou empréstimo bancário?

A grande diferença entre o peer-to-peer e o empréstimo bancário está em três fatores:

  • Burocracias;
  • Rapidez na concessão do crédito;
  • Taxas e juros;

Embora seja uma das modalidades mais conhecidas e funcione bem em alguns casos, solicitar um empréstimo bancário dificilmente será a melhor opção para micro, pequenas e médias empresas. Mesmo quando bem planejado e solicitado no momento certo, a concessão de um crédito bancário é lenta, burocrática e exige muitos pré-requisitos.

Já no peer-to-peer, o intermediário conecta empreendedores e investidores e a aprovação do negócio – que está pedindo o aporte – na plataforma é mais ágil e menos rigorosa. A obtenção do valor total do empréstimo solicitado depende exclusivamente da captação e interesse de futuros investidores. Ou seja, também pode funcionar como uma previsão da aceitação do seu projeto ou produto no mercado.

Independentemente da sua escolha entre o peer-to-peer ou empréstimo bancário, antes de tomar qualquer decisão, é fundamental planejar e ter uma boa gestão financeira. Mesmo que o montante seja um recurso para quitar dívidas e recuperar a saúde financeira da empresa, é preciso saber como e quando ele será pago.


Entendeu quais as diferença entre o peer-to-peer e o empréstimo bancário? Já sabe qual é o mais indicado para a sua empresa? Caso você tenha alguma dúvida relacionada ao assunto, deixe sua mensagem nos comentários! 😉

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