Veja quais são os principais erros cometidos pelos gestores que podem prejudicar o planejamento financeiro do negócio e saiba como corrigi-los!

A displicência na gestão das finanças é uma das principais causas de fechamento precoce de várias empresas no Brasil. Sem disciplina na organização das contas e sem o devido controle do fluxo de caixa, as chances de um negócio passar por dificuldades econômicas aumentam consideravelmente. Por isso, é vital ter um bom planejamento financeiro e prevenir-se dos erros mais comuns ao lidar com esse instrumento.

Quer saber quais são eles? Então veja a lista que separamos com cinco dos principais!

1. Não contar com um sistema de gestão efetivo

É comum que muitos empreendedores ainda utilizem planilhas e cadernos para fazer a gestão financeira de seus negócios, especialmente os que têm micro e pequenas empresas.

Isso dá margem para muitos erros, equívocos e confusões na hora de organizar, calcular e fechar as contas, bem como ocasiona o acúmulo de papel, o que dificulta a busca de informações antigas e históricos de receitas e gastos.

Para evitar esses problemas, é importante contar com um bom sistema de gestão, pois ele fornece suporte para o planejamento e a execução de processos financeiros. Além disso, é preciso adotar uma solução que seja amplamente customizável, de modo a se adaptar às exigências e às necessidades da organização. Ela também deve ser escalável para acompanhar o ritmo de crescimento do empreendimento.

2. Não ter controle completo do fluxo de caixa

O fluxo de caixa é um instrumento essencial para a condução do negócio. Sem o devido cuidado com as receitas e gastos, torna-se mais difícil estabelecer orçamentos e planejar adequadamente o pagamento de fornecedores.

Por isso, é necessário ter amplo controle das entradas e saídas de valores do caixa, além de definir uma boa periodicidade no monitoramento e no lançamento de informações. Quando não se tem esse cuidado, a gestão financeira pode passar por dificuldades com a organização de pagamentos e recebimentos. Também se torna mais difícil localizar as causas de erros nos números lançados.

É preciso estabelecer uma frequência de registro e controle do fluxo de caixa, de preferência diariamente. Isso tem de se tornar um hábito para o gestor ou colaborador encarregado de gerir o caixa, pois minimiza as chances de informações equivocadas.

Essa prática também favorece a busca rápida de dados inconsistentes, já que basta analisar as movimentações do dia. Quanto maior o intervalo de tempo para se fazer os registros e o acompanhamento do fluxo, mais dados será preciso analisar até se encontrar os erros.

Por exemplo, se você faz a verificação só semanalmente, caso surja um problema no total de gastos, poderá ter de checar lançamentos dos últimos sete dias para achar o erro.

O controle pleno do fluxo de caixa também é importante para se realizar previsões de pagamentos e recebimentos. Um erro comum é descuidar dessa sincronização, de modo que boletos de fornecedores vençam antes de os clientes pagarem suas parcelas. Isso acarreta juros e multas que aumentam os custos do negócio.

Para evitar situações assim, é essencial fazer projeções do fluxo de caixa e organizar um cronograma para que os recebimentos ocorram antes dos pagamentos.

3. Misturar as finanças pessoais com as da empresa

A mistura de finanças pessoais com o caixa da empresa é um dos hábitos que atrapalham empreendedores e ocasionam sérios problemas para o negócio. Isso dificulta a mensuração correta dos resultados organizacionais e mascara a saúde financeira. Você poderá pensar que a empresa está dando lucro quando está no vermelho ou que apresenta prejuízo quando teve ganhos.

Há ainda a possibilidade de essa prática trazer problemas com o fisco, gerando multas e sanções legais. O planejamento econômico também se torna mais difícil, pois a confiabilidade dos dados financeiros fica comprometida. Consequentemente, até a tomada de decisão pode ser prejudicada. Por isso, é necessário separar corretamente o que é da empresa e o que é do empresário.

Dessa forma, muitos transtornos poderão ser evitados e será até mais fácil obter crédito no mercado. Isso porque muitas instituições financeiras avaliam atentamente o caixa e o planejamento financeiro, além de outros documentos do empreendimento. Qualquer inconsistência neles pode ser motivo para se negar a concessão de empréstimos ou financiamentos.

4. Não estipular um pró-labore

Uma das causas que leva à mistura das finanças empresariais com as economias pessoais é a falta da definição de um pró-labore. Ele funciona como uma espécie de “salário” que os donos ou sócios de um empreendimento recebem todo mês.

Para evitar que você precise recorrer frequentemente ao caixa do negócio para pagar suas contas, é importante definir bem o seu pró-labore mensal. Dessa forma, ele servirá como sua remuneração e, portanto, você não precisará retirar recursos do caixa. No entanto, é preciso cuidado para não exagerar no valor e gerar dificuldades para o caixa da empresa.

5. Buscar empréstimos onerosos sem avaliar alternativas

Quando a empresa precisa de recursos para fazer investimentos ou expandir, nem sempre conta com dinheiro em caixa. Para isso, a solução, normalmente, é recorrer a capital de terceiros, ou seja, buscar investimentos ou empréstimos empresariais.

No segundo caso, é importante ter cuidado para não contratar crédito a uma taxa de juros elevada, o que pode comprometer todo o planejamento financeiro da empresa. Para evitar cair em armadilhas, é essencial avaliar alternativas ao crédito bancário tradicional.

A dica é considerar o empréstimo coletivo ou Peer-to-Peer Lending. Essa modalidade funciona por meio de uma plataforma virtual que aproxima pessoas interessadas em investir e empreendedores que precisam de recursos.

Dessa forma, quem tem capital pode emprestá-lo para quem necessita, obtendo sua remuneração por meio de juros. Vale destacar que os custos desse crédito costumam ser menores do que as opções tradicionais, além de haver menos burocracia e maior agilidade na liberação dos valores.

Além de cuidar para não cometer os erros acima, é fundamental atualizar constantemente o seu planejamento visando a melhorá-lo continuamente. Caso tenha problemas na correta gestão do caixa e na eliminação desses erros, a dica é contratar uma consultoria especializada em economias empresariais. Ela poderá auxiliá-lo a otimizar o seu plano e a organizar a própria gestão financeira do empreendimento.

Agora que você já sabe quais os principais erros cometidos no planejamento financeiro, compartilhe este post nas suas redes sociais para que seus contatos também saibam sobre eles! Vamos lá!