Quando o caixa da empresa fica no vermelho, o empreendedor pode optar por utilizar o cheque especial para cobrir suas obrigações. Contudo, mesmo que essa alternativa de crédito ajude a pagar fornecedores, salários, dívidas de empréstimos empresariais etc., é preciso ficar atento aos juros gerados.

Isso porque ele é considerado um dos créditos mais caros do mercado. Para se ter uma ideia, em dezembro de 2016, a taxa média de juros dessa modalidade ficou em 314,51% ao ano. Contudo, em setembro, ela chegou a alcançar 324,9% ao ano. Como visto, mesmo diminuindo nesses três meses, ela ainda é muito elevada, a ponto de mais que triplicar o valor concedido em um período de um ano.

Adiante, separamos algumas informações para você entender melhor como funciona o cheque especial. Também verá suas desvantagens e uma alternativa de crédito mais barata e acessível. Confira!

Como funciona o cheque especial?

O cheque especial consiste no limite de crédito disponível em uma conta-corrente, sendo concedido às pessoas ou organizações como uma espécie de empréstimo. Dessa forma, ele tem seu acesso facilitado, bastando sacar no caixa como se fosse o saldo disponível. No entanto, esse limite é definido e disponibilizado de acordo com os critérios da instituição bancária.

Esse recurso foi criado para quando não se tem dinheiro para algo urgente, porém se espera o recebimento de algum valor em um futuro próximo — em questão de dias. Logo, pode ser empregado para pagar alguma despesa inesperada.

Por exemplo, um conserto de um equipamento necessário para a produção ou até mesmo para a compra de insumos que estejam em oferta. Também é útil para quando ocorre um descasamento entre os recebimentos e as obrigações da companhia.

Tal fato ocorre quando o cliente atrasa o pagamento, mas é preciso adquirir matérias-primas ou pagar o fornecedor.  Às vezes, a diferença disso é de apenas poucos dias, de modo que dá para se recorrer a essa modalidade para fazer as compras ou quitar o que se deve rapidamente.

Basicamente, o cheque especial é destinado para momentos de urgência, quando não se tem outra fonte ou demorará alguns dias para se erguer o capital necessário. Logo, após receber, o empreendedor poderá quitar o cheque especial, evitando o acúmulo de juros.

No entanto, essa modalidade acabou se popularizando, de modo que muitos indivíduos passaram a utilizar tais recursos para o pagamento de contas mais simples e menos urgentes. Isso fez com que várias pessoas se endividassem ou prejudicassem seus negócios com débitos altos, por conta das elevadas taxas de juros.

Quais as suas principais desvantagens?

Alta taxa de juros

Como mencionado, as taxas de juros elevadas correspondem à principal desvantagem do cheque especial. Quem tem um débito a pagar ou precisa adquirir algo, mas não tem como arcar com juros, deve ter cautela e não se deixar levar pela facilidade de obter dinheiro com essa modalidade. Caso contrário, são grandes as chances de se tornar inadimplente e ter de lidar com uma dívida grande.

Custo elevado

Cada vez que se usa o limite do cheque especial, cobra-se Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Em outras palavras, sempre que sacar um valor referente a esse tipo de crédito, você pagará 0,38% de IOF sobre essa quantia.

Portanto, se você sacar hoje o seu limite e pagar amanhã, porém fizer nova retirada do cheque especial depois de amanhã, serão duas incidências de IOF. Logo, é importante que a empresa tome cuidado com o número de saques, já que esse tributo pode encarecer ainda mais o custo total desse tipo de crédito.

Tipo de crédito prioritariamente de curtíssimo prazo

O cheque especial é um tipo de crédito essencialmente voltado para o curtíssimo prazo. Por isso, não se deve deixar passar o dia de pagamento para não se ter problemas com os encargos elevados.

Aliás, muitas instituições bancárias dão 10 dias de carência, período em que não incide juros. No entanto, no décimo primeiro dia, a cobrança é feita em cima de todo o período. Isso quer dizer que você pagará juros relativos a 11 dias e não só sobre um.

Possibilidade de acúmulo de dívida onerosa

Um atraso no pagamento do cheque especial pode gerar uma dívida difícil de se pagar, que só tende a crescer. Ela pode até mesmo triplicar de tamanho em menos de um ano, trazendo sérios problemas para as finanças do negócio.

Qual a melhor alternativa ao cheque especial?

Dentre os diversos tipos de empréstimos para empresas existentes, o Peer-to-Peer Lending, ou empréstimo coletivo, é um dos mais vantajosos. Isso porque ele corresponde a uma forma mais barata, moderna e colaborativa de solicitar crédito, já que aproxima pessoas interessadas em investir e empreendedores que necessitam de capital.

Todo o processo de solicitação e aprovação do crédito ocorre por meio de uma plataforma virtual. Isso agiliza a concessão do empréstimo e traz maior comodidade para ambas as partes, já que não é preciso enfrentar filas e reuniões longas.

As taxas cobradas também são mais acessíveis. Para se ter uma ideia, a Biva, uma plataforma de empréstimo coletivo, trabalha com taxas de juros que ficam entre 1,7% a 6.3% ao mês. Além disso, é possível contratar empréstimos que variam de R$ 3 mil a R$ 500 mil, com prazos de 6, 12, 18 e 24 meses.

Utilizar o cheque especial pode ser um risco grande para o negócio, especialmente se ele está passando por dificuldades financeiras. Afinal, os juros podem aumentar a dívida até que ela se torne insustentável, vindo a ameaçar seriamente a operacionalização da empresa.

Todavia, se tiver pego o limite e não conseguir pagar ou quiser se livrar dele com menos encargos, a recomendação é procurar a instituição financeira e tentar renegociar a dívida. Outra solução é recorrer a um crédito mais barato para quitar esse valor, de modo que restarão parcelas menos custosas para serem pagas.

Quer evitar o cheque especial e tentar um crédito mais acessível e barato? Entre em contato com nossa equipe para que possamos apresentar todas as facilidades e opções de empréstimo coletivo da BIVA!

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