O Conselho Monetário Nacional anunciou, no dia 26 de abril deste ano, a aprovação de resoluções que permitem que as novas empresas do ramo de tecnologia financeira (as chamadas fintechs) operem de forma mais independente.

Na prática, empresas como Geru, Creditas, Rebel, Moneyman e Biva terão a possibilidade realizar operações de empréstimo sem a necessidade da intermediação de uma instituição financeira tradicional (os já conhecidos bancos e financeiras).

O que são Fintechs?

Fintechs são empresas – geralmente startups – do mercado financeiro que fazem uso das novas tecnologias para trazer inovação. Vale lembrar que, mais do que oferecer uma possibilidade extra para o cliente resolver seus problemas, as fintechs consideram o desenvolvimento de soluções digitais como seu diferencial e, muitas vezes, o principal canal de contato com o cliente.

As fintechs oferecem os mais diversos produtos financeiros: cartões, contas, empréstimos, investimentos, aplicações para pagamentos, gerenciamento de finanças, entre outros e costumam se especializar dentro desse mercado.

O que as Fintechs podem fazer agora?

Basicamente, a partir desse momento, as Fintechs de crédito tem a possibilidade de formar uma Sociedade de Crédito Direto, e ter a possibilidade de oferecer empréstimos com recursos próprios; ou formar uma Sociedade de Empréstimo entre Pessoas (P2P) e oferecer uma plataforma de empréstimos onde os recursos são provenientes de pessoas físicas ou jurídicas. Nesse caso são pessoas emprestando dinheiro para pessoas (ou a conhecida “vaquinha”).

O que o consumidor ganha com isso?

O setor financeiro no Brasil é extremamente concentrado e de difícil acesso para a maioria das pessoas. As fintechs surgem para suprir essa grande demanda do mercado e oferecer serviços financeiros de qualidade para toda a população.

O que se espera é que a regulamentação promova um aumento das ofertas de serviços de crédito no âmbito digital e, com a maior competição frente aos bancos e financeiras tradicionais, uma queda nas altas taxas de juros para empréstimos e financiamentos no Brasil.

No entanto, essa medida gera o desafio de fazer a população interagir de forma saudável com as novas tecnologias em finanças. Devemos lembrar o número de fraudes e golpes que acontecem diariamente com os consumidores e uma expansão como essa exige cuidado redobrado.

É muito importante a pesquisa antes de fazer operações de crédito e nunca se esquecer de fazer simulações antes de fechar negócio. E se quiser saber mais e entender mais profundamente todos os fatores e impactos das fintechs, confere esse texto.

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